Se em 2014, enquanto eu jogava bf4, me perguntassem como eu imaginaria um battlefield em 2025, eu acredito que seria exatamente o que o Battlefield 6 é. O jogo traz melhorias e algumas mecânicas novas ao mesmo tempo que é muito forte nas bases de um bom battlefield, quando você joga o bf6 você pensa o tempo todo: “isso é battlefield”, o que pode ser óbvio mas esse sentimento se perdeu nos últimos títulos da franquia. O jogo possui uma gunplay muito boa, mapas muito bons, diversos modos e boa quantidade de equipamentos e armas. Claro que tem alguns pontos de melhoria como: mais snipers, veículos faltando (littlebird e barcos), mais mapas maiores, etc. Porém o jogo tem uma base muito sólida e acredito que se continuarem adicionando conteúdo ao jogo, como provavelmente vão, baseado no que eles mesmos já anunciaram, devemos ter um battlefield que sentará ao lado dos grandes da franquia.
Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.